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WHERE THE STREETS HAVE NO NAME – U2 ou PET SHOP BOYS 

Onde será que fica esse lugar em que as ruas não tem nome? Isso existe?


Vamos viajar aos anos da década de 1980. A vida era simbolizada por uma sensação de simplicidade e conexão real, já que não havia celulares para distrair as pessoas, que assim davam atenção às interações humanas genuínas. As pessoas passavam mais tempo conversando, interagindo e se divertindo cara a cara, e as músicas forneciam as trilhas sonoras perfeitas para essa época, cativando corações com suas melodias e letras e criando um impacto cultural duradouro.


Na música de hoje (“Where the Streets Have No Name”), a letra expressa o desejo de encontrar um lugar livre de divisões sociais, religiosas e econômicas, com um tom de esperança e renovação. A inspiração veio da realidade de Belfast, capital da Irlanda do Norte, onde, teoricamente, o endereço de uma pessoa revelava sua identidade, renda e até a sua religião. A letra deixa claro esse anseio por escapar das barreiras impostas pela sociedade, para um mundo com menos controle, violência e ódio.


A música foi composta e gravada pelos integrantes da banda irlandesa de rock U2, que neste ano completa 50 anos de estrada! É a faixa de abertura do álbum “The Joshua Tree”, lançado em 1987.


De maneira inovadora, essa canção é marcada por um arpejo (execução sucessiva das notas de um acorde) de guitarra de seis notas repetidas com efeito de delay, que cria um som rico, tocado também durante a introdução e novamente no final. Além disso, ao longo da música a guitarra de The Edge tem mais uma performance incrível! A instrumentação é minimalista mas eficaz. A virtude está na repetição e na "parede de som" criada pela guitarra, o baixo e bateria em consoante , que juntos criam uma atmosfera quase épica. A melodia vocal de Bono é direta e emocionante!


Foi aclamada pela crítica e se tornou um sucesso comercial, em permanece um clássico dos shows da banda desde sua estreia, na turnê "The Joshua Tree". A música foi apresentada em um terraço em Los Angeles para a gravação de seu videoclipe, que ganhou o Grammy de Melhor Videoclipe de Performance.


Já o videoclipe que se tornou oficial dessa canção mostra imagens de um show vespertino realizado pela banda no terraço da loja de bebidas Republic, no centro de Los Angeles, em que eles apresentaram essa música. A apresentação acabou sendo encerrada pela polícia devido à multidão que se reuniu nas ruas próximas para ver a banda tocar.


A outra versão da canção de hoje no Blog é uma regravação feita pela dupla britânica Pet Shop Boys. E aí entramos na década de 1990. Marcada por acontecimentos como o fim da Guerra Fria, a popularização da internet e dos computadores pessoais, e uma grande mudança econômica, destacando-se a globalização e o neoliberalismo, entre outras coisas.


“Where The Streets Have no Name (Can't Take My Eyes Off You)” foi lançada, como single, em 1991. Une dois clássicos de origens distintas: o hino de busca e transcendência do U2 e a declaração romântica de Frankie Valli, numa reinvenção audaciosa. Uma mistura inusitada de duas músicas completamente diferentes, sugerindo que o anseio por um lugar ideal pode ser tanto uma busca por refúgio emocional quanto a intensidade de um relacionamento apaixonado.


A versão dos Pet Shop Boys difere significativamente da do U2 em seu arranjo musical. Em contraste com a construção instrumental da versão do U2, a versão dos Pet Shop Boys começa abruptamente com ruídos sintetizados e sampleados e uma bateria eletrônica. O clímax musical da canção também é alterado em outros elementos: um sample vocal de fundo é tocado logo no início, e metais sintetizados irrompem com notas ainda mais altas imediatamente após cada refrão. É como se a guitarra de The Edge fosse replicada pelos teclados.


Uma vibrante mistura, com toques de club, dance, pop e techno...que transforma uma canção de arena em um hino de pista de dança!


Neil Tennant entrega os vocais de forma serena e "sem esforço", em contraste direto com a entrega apaixonada e emocional de Bono no original. Isso confere à música uma abordagem mais irônica e contemporânea, típica do estilo dos anos 90.


A virtude da performance está em como se consegue fazer com que duas músicas de eras e estilos diferentes "conversem" entre si, transformando a transição entre as duas em algo natural.


A versão foi considerada um exemplo icônico da capacidade do Pet Shop Boys de pegar clássicos e recriá-los com uma sensibilidade moderna e eletrônica.


Como se vê, temos hoje dois estilos completamente diferentes! Tem um “sorriso” escancarado na versão do Pet Shop Boys (incluindo outra música, incidental, no meio da canção, dando um tom ainda mais dançante!) e, por outro lado, um grito libertador na versão do U2.


Gosto das duas e já tive a oportunidade de assisti-las em shows. Uma experiência muito marcante.


Sobe o som e vamos curtir juntos! Não é um concurso de qual é a maior ou a melhor.


Você escolhe a versão que mais gosta! Indique sua escolha nos comentários!





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