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LENHA – ZECA BALEIRO OU SIMONE 

Quantas vezes nos deparamos, dentro de nós, com um sentir que não sabemos definir? Parece ser algo indizível, que dá um nó no peito e na garganta, mas não há palavras que clarifiquem ou decifrem. "O que não sei dizer é mais importante do que o que digo" (Clarice Lispector).


É sobre isso nossa música de hoje, “Lenha”. A canção explora, de maneira poética e ao mesmo tempo simples e profunda, a dificuldade que às vezes temos de expressar determinados sentimentos em palavras, o que é um impasse comum para quem já se pegou sem saber falar sobre o amor, por exemplo.


É o sentimento que se sente, mas não se explica. Sabemos que há certezas que são muito mais sentidas e vividas do que explicadas.


Essa música foi composta, originalmente, pelo cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro, que a incluiu como a faixa 4 do álbum “Vô Imbolá”, lançado em 1999.


Canção inserida no universo autoral do artista, com mistura de MPB, pop e regionalismo, marcada por atributos como emoção, desejo, carência e uma certa ironia. Tudo parece simples, mas retrata sentimentos profundos, com um lirismo exacerbado. Na interpretação, é como se o cantor conversasse com alguém e falasse ou observasse sua própria situação, numa visão homem/mulher, com uma conotação visceral. A intenção entrega tudo.


A música flui como uma narrativa cotidiana, de forma leve, até com alguma informalidade. A instrumentação de apoio na versão original reúne violão, guitarra leve (mas bem executada!), baixo, bateria discreta e outros elementos de percussão. Além disso, a depender da versão que se ouve (conforme o show ou a gravação), há uma parte com gaita, divinamente interpretada.


Ao longo do tempo, essa canção foi regravada por outros artistas. Entre eles, a cantora baiana Simone, que colocou a sua versão de “Lenha” no álbum “Fica Comigo Esta Noite” (faixa 10), lançado em 2000.


Nessa versão, temos uma releitura dentro de uma estética mais tradicional da MPB “requintada”, com foco em uma interpretação emocionalmente grandiosa e com expressivo refinamento vocal. A voz é mais encorpada, toma espaço, tem um quê de sensualidade e a canção vira balada, um acontecimento marcante. É como se indicasse uma relação amorosa mais intensa, uma grande carga emocional, numa visão “da mulher”! Como se ela estivesse lembrando de uma relação intensa.


Na parte de arranjos e instrumental, a música ganha uma atmosfera mais pomposa e de alta produção, com camadas sonoras. Há presença de banda, teclados com mais destaque e apoio de cordas e base rítmica, embora suave. Parece mais uma abertura de novela ou um show de arena...rssss.


É interessante como uma mesma canção pode ser revisitada de formas diversas e ganhar nuances bem distintas, em vozes e arranjos diferentes.


Vamos viajar juntos nessa emoção! Sobe o som e vamos curtir! E lembre-se sempre: o objetivo, aqui no Blog, não é indicar qual é a maior ou a melhor, e sim a versão que mais lhe agrada ou com a qual você mais se identifica. Escolha a que você mais gosta e sinalize sua escolha nos comentários!






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